Produtor cultural promove Concurso de Declamadores
Evento tem apoio do Portal 100% , empresas e entidades do município
Com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Arraial do Cabo, da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências – ACLAC, do Portal 100% Arraial do Cabo, e de diversas empresas e entidades do município, o advogado, professor e produtor Cultural Luiz Vidal está organizando um evento, o Concurso de Declamadores, que promete agitar o ambiente cultural da cidade. Veja abaixo o regulamento :
CONCURSO DE DECLAMADORES
REGULAMENTO :
Podem participar do concurso pessoas de todas as idades;
Terá que haver no mínimo quatro concorrentes para que se realize o concurso;
Na fase inicial, cada participante terá que declamar dois poemas de no mínimo 14 versos cada;
Na fase final, cada participante terá que declamar três poemas de no mínimo 14 versos cada;
Os poemas devem ser de autoria de poetas da Literatura Brasileira de qualquer período literário;
Os participantes devem se inscrever num dos locais descritos abaixo com a antecedência mínima de 72horas:
Livraria Gibel, Av. Teixeira e Souza, 2677 Lj. 01 – Posto do trevo de Arraial – Tel.: 2644-6028
Copiadora Fim do Mundo, Av. D. Pedro I, Centro – Arraial do Cabo
Pizzaria Forno à Lenha, Rua Roberto da Silveira, 9 – Praia dos Anjos, Arraial do Cabo;
Arca de Noé Rações, Rua José Paes de Abreu, 508, Itajuru, Cabo Frio, Tel.:
Pousada Enseada das Orcas; Bairro do Sítio, Arraial do Cabo – Tel.: 2622-1737;
Na inscrição deve constar o nome completo, com ou sem nome artístico, o endereço, um telefone para contato e três cópias dos poemas, em envelope pardo em tamanho ofício e aberto;
Não podem participar parentes dos organizadores, dos patrocinadores e dos proprietários do local onde será realizado o concurso;
O concurso será realizado na Pizzaria Forno à Lenha, nas últimas sextas-feiras dos meses de abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro de 2008;
Em 19 de dezembro será realizado um encontro com os melhores de cada mês para a escolha do melhor do ano;
PREMIAÇÃO:
O melhor declamador no dia, na opinião do público e dos jurados, ganhará R$ 40,00 (Quarenta Reais em consumação no local do evento e livro da Livraria Gibel, que poderá ser escolhido pelo vencedor entre os livros mais vendidos de ficção, segundo as listas das revistas de maior circulação no país;
O melhor declamador do ano ganhará um final de semana com acompanhante numa pousada em Friburgo;
O segundo colocado ganhará um óculos de sol da Óptica Bazótica;
Para que seja realizada a escolha do(a) melhor declamador(a) do ano será necessário que pelo menos cinco (5) declamadores(as) compareçam à decisão final. Não havendo quorum, será remarcada nova data. Caso nessa nova data ainda não haja quorum, não haverá a final;
Os primeiros não pagos serão acumulados para o concurso seguinte;
JURADOS
O júri será formado por três (3) professores de literatura e pelo público presente que quiser votar;
OS JURADOS DEVEM LEVAR EM CONSIDERAÇÃO:
a) A dificuldade do texto apresentado;
b) A desenvoltura e expressividade do declamador;
c) A correição gramatical;
d) A ortoépia;
ORGANIZAÇÃO: Prof. Luiz Vidal
APOIO: Secretaria Municipal de Educação de Arraial do Cabo – Academia Cabista de Letras Artes e Ciências - Portal 100% Arraial do Cabo - Livraria Gibel - Copiadora Fim do Mundo - Pizzaria Forno à Lenha - Arca de Noé Rações - Jornal Poiésis - Jornal Conteúdo – TV Mar Azul – Óptica Bazótica
Estaleiro Cassinú ajuda a resgatar tradição cultural do município
Por Max Prates
A renda de bilros é uma das manifestações artísticas mais antigas de nossa cultura e também uma das mais ricas. A técnica veio de Portugal trazida por mulheres que deixavam a terra natal com suas famílias em busca de melhores condições de vida.
De acordo com uma pesquisa realizada ,em 1978, pela Divisão de Folclore do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – INEPAC, as rendeiras vinham de regiões litorâneas , mais especificamente de Estremadura, Alentejo, Minho e Algarve , cidades de tradição pesqueira onde as mulheres trabalham com renda.
Arraial do Cabo já foi referência no Estado no que se refere à qualidade artesanal da renda de bilro produzida por aqui e à quantidade de rendeiras da cidade, a maioria já falecida. São algumas delas : Cesarina de Souza Mendonça , Carmelita Cardoso de Macedo, conhecida como “bulhilhar”; Castorina Barreto Rodrigues , a “Tutuca”; Catarina de Souza Viana e Elza Francisca de Vasconcelos, a “Elza de Zé Pequeno”.
Apesar do declínio crescente da atividade ao longo de décadas, a renda de bilros volta a ganhar fôlego em Arraial do cabo a partir da criação do espaço Meninas Arteiras , iniciativa que é uma das ações com foco na responsabilidade social do Estaleiro Cassinú (EC) – empresa de reparo, construção e logística para operações de apoio offshore que atua no município.
Funcionando desde 16 de agosto sob a direção da coordenadora de arte do EC, Penha Patrício, o espaço Meninas Arteiras valoriza o artesanato local, e vem promovendo cursos gratuitos de papier machê, pintura em tecido, bordado e ,claro, renda de bilros, entre várias outras técnicas.
Em sua fase inicial, o projeto recebeu consultoria do Sebrae/RJ e tem como característica absorver professores do próprio município para ministrarem as aulas, como é o caso do artista plástico Paulo Franco. De acordo com Penha Patrício, o projeto tem sido de grande importância para a cidade e mudou a vida de várias pessoas.
- O grupo de artesãos que está se formando em novembro chegou aqui numa situação de ociosidade e sem saber fazer nada ou achando que não sabiam fazer e acabaram se descobrindo aqui.Esse projeto realmente veio a calhar para a nossa comunidade - disse.
Mostrando que o Meninas Arteiras já vem realmente gerando resultados e renda para os alunos, cerca de 60 pessoas já estão inscritas para os novos cursos que serão realizados em janeiro e lá será promovido um bazar natalino com preços populares, que começará na próxima sexta-feira (21)..
Espaço Meninas ArteirasRua Washington Luiz , 69 ( próximo ao Armarinho Vovó Preta e à Taberna do Bado ).
Assista ao vídeo
Apesar de ainda pouco conhecido por grande parte dos moradores da cidade, o Almirante Frederico Villar foi um dos personagens mais importantes da história de Arraial do Cabo, tendo estreitado sua ligação com o município ao doar, em 1944, o terreno onde,no mesmo ano, fui fundada a Casa Escola Isolada de Arraial do Cabo, primeiro nome do Colégio Estadual Almirante Frederico Villar, que fica localizado no Centro, próximo à Rodoviária.
Saiba um pouco mais sobre o Almirante:
Nascido em 18 de outubro de 1875, no Catete – RJ , sua vocação para o mar surgiu desde cedo e fez dele um patriota extremado. Demonstrou esse amor, exaltando e honrando a Marinha de Guerra do Brasil, instituição com a qual estreitou laços ao tornar-se aluno da Escola Naval.
Lá pôde empenhar toda a sua dedicação e expressar a admiração incondicional que tinha pelo então Diretor, o Almirante Saldanha da Gama, ao lado de quem permaneceu durante todos os atribulados dias da Revolta da Armada, em 1893, e que constituiu-se no “batismo de fogo” do jovem Frederico.
A folha de serviços prestados pelo Almirante Frederico Villar foi extensa, dentro e fora do país. Em 1899, esteve na França assistindo à construção do Cruzador Floriano,. sendo em seguida enviado para missão especial à Itália, Portugal, Inglaterra e Alemanha. Em Pernambuco, comandou a Escola de Aprendizes Marinheiros, de 1903 a 1905.
Com a primeira Grande Guerra, Frederico Villar participou das operações da Marinha do Brasil contra a Alemanha sendo promovido ,por merecimento,ao posto de Capitão de Corveta. Como Comandante do Cruzador Timbira, prendeu em águas de Pernambuco o vapor alemão Gladstone.
Comandou também o Cruzador José Bonifácio fazendo parte, como Chefe do Serviço de Pesca e Saneamento do Litoral, entre 1919 e 1923, quando fundou 800 colônias de pescadores brasileiros natos.
Trabalhou pela nacionalização da pesca em nosso litoral, criando também cerca de 1.200 escolas nas quais chegaram a ser matriculados 100.257 pescadores. Recebeu por essa obra elogio do Senado Federal, por proposta do então Senador Alfredo Ellis.
Após servir com o Capitão dos Portos do Estado do Pará, foi promovido , por merecimento, ao posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra. Exerceu o comando da Frota de Contra Torpedeiros e ,entre 1926 e 1929, foi Adido Naval junto à Embaixada do Brasil em Washington.Quando sobreveio a Revolução de 1930, era chefe do Estado Maior da Armada e ,a pedido, passou a Reserva. Foi reformado no posto de Contra- Almirante.
Ao longo da carreira, o militar recebeu inúmeras condecorações, entre elas a da Ordem de Aviz (1901), a Comenda da Ordem do Mérito Naval, Mérito Tamandaré, Mérito Santos Dumont, Medalha da Vitória, Ordem da Coroa da Bélgica, Ordem do Sol Nascente do Japão, Medalha Humanitária Alemã ; Medalha de Rio Branco e a Medalha de Ouro, esta por mais de 30 anos de exemplar serviço.
Deixou diversas páginas escritas em revistas e boletins, além de livros como: Manual do Patrão da Pesca , Vida e Glória de Tamandaré e A missão do Cruzador José Bonifácio.
Foi membro do Instituto de História e Geografia Militar do Brasil e do Instituto Oceanográfico Brasileiro. Por sua atuação no litoral brasileiro, seu nome foi dado à Escola Praiana do Arraial do Cabo (RJ), primeiro nome do C.E. Almirante Frederico Villar como instituição de ensino oficialmente reconhecida.
Conhecendo o C.E. Almirante Frederico Villar:
Fundado em 1944, iniciou as suas atividades com 199 alunos,contando com a presença da regente e Professora Maria Ana Neto, de 1944 até 1946.
Em 1947, contando com um prédio próprio construído pelo governo do Estado, recebeu o nome de Escola Praiana de Arraial do Cabo e teve como primeira Diretora a Professora Laís Loiola Massa, que exerceu suas funções até o ano de 1954. Em 1952, recebeu ,por concurso público, a nova regente, professora Leny Nocohi Abreu.
Em 1954, a escola passou a pertencer a Inspetoria das Escolas Praianas sendo denominado Grupo Escolar Almirante Frederico Villar e a professora Maria da Glória Félix assume a direção até 1955.
Em 18 de setembro de 1954, através do Decreto nº. 4.845, assinado pelo então Governador do Estado, Almirante Ernani do Amaral Peixoto, passa a ser denominada Escola Estadual Almirante Frederico Villar, em homenagem ao seu idealizador, o Contra-Almirante Frederico Villar, reconhecendo a sua relevância a educação em todo o território brasileiro e ,em especial, a cidade de Arraial do Cabo.
A partir de 1955, a instituição passa a ser dirigida pela professora Nadir de Aguiar Quintanilha, que permaneceu no exercício da função até 1973.
Daí em diante , passaram pela direção da Escola Estadual Almirante Frederico Villar as professoras Marilu Rangel dos Santos, Hilda Simas de Oliveira Silveira, Dora Moreira de Aguiar, Elizabeth Plácido Moreira Neves, Zilda da Cunha Monteiro, Marly Groppo Maciel Fonseca, Marilei Ribeiro Gomes Rios, Carmelinda Vidal de Vasconcelos, Valdéa Abreu dos Santos, Maria Augusta Vianna Alves Pessanha, Inêlda Ramos Franco, Marilda Rodrigues Batista, Carmen Lúcia Souza da Silva, Ingrid Vieira e o professor Alcimar da Silva Souza.
Desde a sua fundação, a escola ministrou as mais variadas modalidades de ensino e contribui para alfabetizar diversos cabistas. Ainda na década de 40, passa a dispor de turmas de primário (atual 1º segmento do Ensino Fundamental).
Na década de 70, iniciou turmas de 5ª a 8ª Séries (atual 2º segmento do Ensino Fundamental) e também do antigo curso de Ensino Supletivo (desde a alfabetização de adultos até a 8ª série).
Nas décadas de 80 e 90, a escola funcionava com turmas de pré – escolar, alfabetização, 1ª a 8ª Séries do ensino fundamental e turmas do ensino supletivo. As turmas eram dispostas em três turnos: manhã, tarde e noite.
A partir de 1995, a instituição optou por não oferecer matriculas para as turmas de pré-escolar, alfabetização e 1ª a 4ª séries, sendo estas deslocadas para o CIEP 147- Cecílio Barros Pessoa e demais escolas municipais. Passa, então, a funcionar somente com turmas de 5ª a 8ª séries, inclusive para o ensino supletivo.
No final da década de 90, passa a oferecer o ensino médio nos turnos diurno e noturno ao percebeu esta demanda na comunidade local.
No entanto, através do esforço da atual Gestão Escolar e Coordenadoria Regional das Baixadas Litorâneas I, o ensino médio somente foi reconhecido em 2005 através do Decreto nº. 28.221 de 12/09/2005, publicado no Diário Oficial do Estado em 13/09 do mesmo ano. A partir dessa data , a escola passa a ser denominada Colégio Estadual Almirante Frederico Villar.
Funciona atualmente com mais de 900 alunos, distribuídos em três turnos, oferecendo três modalidades educacionais distintas : Ensino Fundamental (2º Segmento – 6º ao 9º ano), Ensino Médio (Diurno e Noturno) e Educação de Jovens e Adultos (EJA – da V a VIII Fase).Sua atual Gestão Escolar foi eleita em 2004 e é constituída pelas professoras Marcela Souza Motta de Mello e Carmen Lúcia Souza da Silva, que assumiram em 2005. A secretaria está a cargo da professora Cláudia Pinto da Silva, ficando a coordenação pedagógica por conta da professora Mariléa Macedo. Além do corpo docente e funcionários da área técnico-administrativa, o colégio conta também com um pequeno grupo composto por profissionais de apoio.
Os textos acima foram escritos a partir da edição e adaptação de material produzido e gentilmente cedido pelos professores Marcela Souza Motta de Mello e Adelino Barcellos Filho, constituindo-se ambos na principal fonte de informação para a produção da matéria.
Clique aqui e assista ao vídeo com entrevista dos professores Marcela Souza Motta de Mello e Adelino Barcellos Filho. Saiba mais sobre o assunto em Notícias.
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